A jovem mãe adquiriu a doença quando estava com 15 semanas de gestação e já está internada há 5 meses.

G1
A mulher deu à luz sua segunda filha em uma cesárea de emergência que ocorreu com 35 semanas de gravidez. A bebê, que nasceu no dia 6 de setembro, recebeu alta e já foi para casa, porém, a mãe ainda segue sem uma data prevista para receber alta. De acordo com o especialista Fidel Meira, médico neurologista que está acompanhando Érika, a maioria dos casos da enfermidade são causados por uma infecção viral ou bacteriana.
Os principais sintomas da ADEM – Encefalomielite Disseminada Aguda, são redução nos reflexos, paralisia muscular e movimentos mais lentos. No entanto, o especialista explica que tudo vai depender de qual foi a área atingida pelo vírus. O médico explicou que a ADEM costuma ser mais presente nas crianças. Com o tratamento adequado, a pessoa pode melhorar ou ter algum tipo de sequela.

Fidel Meira explicou que a enfermidade pode ser confundida com esclerose múltipla. Inclusive, o profissional citou o caso de uma paciente que teve a mesma doença e, após quatro meses de tratamento, apresentou uma melhora e conseguiu se recuperar sem ficar com sequelas. Porém, é preciso de um acompanhamento criterioso com uma reabilitação multidisciplinar, mesmo depois da alta.

Mesmo após liberação para ir para casa, a pessoa pode continuar com algumas limitações, sendo essencial a terapia com fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapia ocupacional.